UM CONTO SOMBRIO

 Um conto sombrio


Rugo lhes a nuca

Em escrever esse conto


Aquela voz repetitiva 

Como se fosse um mantra a ser repetido

Síndrome do impostor 

Não se achar merecedor 

Não se culpe

Não se culpe 

Meu querido corpo 

Ainda estou aqui

Ouvi gritos distantes

Que começaram a se  aproximar 

Uma miragem 

Redemoinho vermelho

A mão dentro do liquidificador 

Percebi que era eu quem gritava

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